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Polêmica envolvendo os esportes equestres – Parte II

Na semana passada Leandro Baldissera deixou sua reflexão aqui na página, expondo sua opinião em defesa da pratica dos esportes equestres. Nesta o convidado é Maico Misiuk, de São José – SC. (Maico é Narrador de rodeios a 14 anos, tem 3 CDs gravados, é colunista da Revista De Rodeio em Rodeio, e apresentador do CLC na TV, primeiro programa de Laço Comprido da televisão.)

Com a palavra Maico Misiuk:

Primeiramente quero agradecer ao Blog falando de laço na pessoa do Edinho por nos convidar a dar a nossa opinião sobre esse assunto, e parabenizar por dar espaço para esclarecer muitas coisas que aparece nas mídias sociais, que são equivocadas ou no mínimo incompletas.

Vamos a uma situação REAL nada de suposição, um FATO. Em todo rodeio ou evento equestre é obrigatório ter uma equipe de médicos veterinários de plantão, que seja responsável pelo mesmo, em um evento de médio para grande porte, ingressam no local cerca de 800 a 1.000 animais para competição, todos esses animais SAUDÁVEIS, pois para entrar no recinto todos apresentam exames de anemia, morno e influenza. Ali já começa a fiscalização, em algumas regiões do país é exigido além desses exames. Pois bem, para esses cerca de 1.000 animais é disponibilizado uma média de pelo menos  2 veterinários, 24h por dia, sendo custeado pelo promotor do evento, para controlar toda documentação de exames e se por acaso algum eventual incidente ocorrer. Aí vai meu questionamento: Será que para cada 1.000 cidadãos brasileiros SAUDÁVEIS existem pelo menos 2 médicos 24h de plantão? Caso alguém necessite sem custo? Quanto tempo leva em média no Brasil para conseguir uma consulta em um posto de saúde? Se surpreendeu com a resposta. Poisé...

Cochos com águas, proteção para o frio, irrigação para os animais, juízes pagos para observar caso aconteça algum incidente, caminhões e trailers adaptados para o transporte dos animais, isso são apenas alguns exemplos de coisas que existem a anos nos rodeios. Pois é, sei o que você está pensando.... PORQUE NINGUÉM DIVULGA ISSO?? Só agora que a água bateu? Estamos fazendo nossa parte, o que falo é uma CONSTATAÇÃO, não é uma suposição. Os animais de rodeios e provas equestres vão MUITO BEM OBRIGADO, eles tem estadia própria que muitos seres humanos que vivem em baixo da ponte ou em locais inadequados não tem. Eles tem alimentação balanceada por serem animais atletas que muitos não tem. Quantos seres humanos passando fome nesse mundo? Pra completar eles tem assistência médica veterinária. 

Onde quero chegar: Já pensou se essas ONGS que estão atrás de achar algo na Vaquejada, Rodeios e Provas Equestres, gastassem seu tempo, energia, e seu dinheiro, para proteger e dar suporte ao SER HUMANO, será que eles não estariam fazendo um bem realmente real a sociedade?? A criminalidade iria diminuir, a inclusão social aumentar e muitas outras coisas benéficas.

Quer dizer então que é tudo mil maravilhas e que não existe maus tratos a animais?? Não é isso, deve existir sim, tem pessoas irresponsáveis nesse mundo, porém no RODEIO e provas equestres com a estrutura que existe com alguns exemplos que colocamos aqui, olha meus amigos, lhes garanto, que se tem um lugar que os animais estão muito bem cuidados e PROTEGIDOS é ali, nas provas equestres.

Minha sugestão, se essas ONGS tem realmente a intenção de colaborar, ajudar, um diálogo estreito, aberto, com os promotores de eventos e órgãos como MTG, ABCCC, ABQM, FEDERAÇÃO GAÚCHA, entre outras, é uma obrigação. Mas um diálogo produtivo, aberto, de pessoas de bom senso e realmente interessadas em evoluir o nosso meio no qual convivemos, e que movimenta uma economia e uma sociedade enorme.

Um cavalo gera 7 empregos diretos, viajo esse Brasil inteiro e conheço vários municípios pequenos e médios onde o maior evento da cidade é o rodeio, ou seja, é o final de semana que eles mais arrecadam em seus comércios, e geram fonte de renda. Existe um lado social muito grande nos rodeios, temos hoje dentro do Laço comprido crianças a partir de 3 anos de idade participando, jovens e adolescentes que sabe lá onde estariam se não tivesse seu tempo ocupado, laçando e convivendo num ambiente familiar, que tem regras, usos e costumes a serem cumpridos e um zelo enorme pelo animal. Aí temos que ouvir e ler coisas de pessoas totalmente desinformadas.

A minha preocupação é com as pessoas que não sabem da verdade, do que se passa nos rodeios e acabam "comprando" uma coisa totalmente fora da realidade, olham só um lado ou não tem acesso ao outro lado da moeda. Você que tem alguma duvida, lhes convido para conhecer nossos eventos, para visitar algum e ver como é realizado, conversar com as pessoas que estão envolvidas, lhes garanto que você sairá de lá enxergando o que realmente acontece no nosso meio!


Maico Misiuk - SÃO JOSÉ -SC



7 comentários:

  1. A questão é complexa, e lamentavelmente, o único ponto favorável às provas em que há submissão do homem sobre o animal, a exemplo dos rodeios, é a questão econômica.
    No caso, existem dois direitos fundamentais em rota de colisão, quais sejam, direito ao meio ambiente, representando pelos animais submissos, e o direito à cultura. Assim, chegando a questão no poder judiciário, eles serão sopesados, como se fossem colocados em uma balança, dando-se prevalência ao direito que apresentar maior peso.
    O grande problema é que, nas três vezes em que o direito ao meio ambiente e o direito à cultura entraram em choque, o direito ao meio ambiente saiu vencedor, de forma que já existem precedentes contrários. CitO os casos envolvendo rainha de galo, farra do boi e vaquejada, todas atividades proibidas no país, pelo judiciário. Nos três casos referidos, discutiu-se meio ambiente × cultura. Enfim. ....

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  2. entao o caminho nao é confrontar tradicao x meio ambiente e sim estabelecer pra todas atividades humanas envolvendo animais o limiar de onde acaba a normalidade e onde comeca a judiacao. Pode se comparar atividades como um cachorro sozinho no ultimo andar x 7 galinhas poedeiras em uma gaiola x a boiada pastando na invernada x um touro sadio de 800 kg com um peao de 70 Kg no lombo

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  3. Sou da tese de termos um dialogo franco e aberto entre as partes interessadas,por 23 anos consecutivos narrei rodeios por este Brasil e alem fronteiras,hoje sou um ex narrador,mas acredito que podemos melhorar muito a questão do laço,gineteada,mas também me preocupa os narradores...virando madrugadas,e quem em muitos eventos vem acontecendo...esta na hora do dialogo completo e não só de uma classe.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Bom dia !
    Amigo Cristiano Souza, a questão nessa situação não é cultura x sociedade a questão é verdade x mentira, é apresentado a sociedade fatos que não existem em rodeios, é mesma coisa que irem dentro da nossa casa e falar mentiras sobre nos é nossa família nos iríamos deixar ? lógico que não, precisamos nos mexer, vc é um tradicionalista e uma pessoa de bom senso, gosta muito de cavalos e sabe o carinho que vc e o povo de rodeio tem com seus animais. Acho que não deve existir confronto nenhum sr Luciano Andrade, como citei na reportagem, se realmente a intenção é colaborar, temos que sentar e debater, pessoas e lideranças com o objetivo REAL de melhoramos ainda mais o que já esta MUITO BOM, diga-se de passagem, assim como o Sr Raul Bitencourt homem conhecedor do meio citou acima!

    Forte abraço a todos e a disposição.

    Maico Misiuk

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  6. Boa tarde amigos, boa tarde Maico. Então, a questão tem dois enfoques, um jurídico e um fático. Do ponto de vista jurídico, reitero os argumentos acima; sob o ângulo fático, o Maico tem razão:precisamos mostrar para a sociedade que o rodeio preserva a sanidade dos animais. Contudo, para tanto, precisamos de ações do MTG e dos participantes. Do MTG, no sentido de regular os rodeios; dos participantes, no sentido de fiscalizar.
    Considerando que as pessoas que decidirão sobre o fim ou não dos rodeios são pessoas fora do meio campeiro, que não têm contato algum com gado e cavalo, cito algumas regras que seriam bem vindas à nossa causa: 1- Sangue-Zero para equinos e bovinos ( a exemplo da ABCCC); 2- Dois veterinários por evento, um para equinos, outro para bovinos; 3- Limitação do número de corridas dos bovino; 4- Medidas mitigadoras do estresse para bovinos, que estejam em período de corridas: Sombra, água, comida e banhos...; 5- Estabelecimento de limite mínimo de horas de descanso entre um período e outro de corridas para os bovinos; 6- Limitação de horário das laçadas.
    Enfim, temos que mostrar a sanidade dos bovinos e equinos, lembrando que a principal polêmica é com relação aos bovinos, do contrário, perderemos essa disputa...
    Esse é o meu entendimento, e espero que tenha contribuído. Grande abraço a todos.

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  7. a coisa toda vai MUITO alem do que o blog esta mostrando,as pessoas que estão contra rodeios só conhecem os rodeios Country,infelizmente não sabem a diferença de barretos com o Sul do Brasil,mas nem tudo é um mar de rosas não,o PRÓPRIO CFMV É CONTRA VAQUEJADAS, trabalhar nelas não significa apoia-las,e apenas rodeios grandes tem acompanhamento veterinário constante,rodeios menores tem no máximo para exigir os exames(quando exigem ou ficam o rodeio inteiro e não apenas em um dia ou no inicio do dia)
    sou a favor de rodeios gaúchos, laco e amo gineteada mas vaquejada é sim crueldade, quem duvida pode olhar no site do CFMV que la falam o que a vaquejada pode fazer com o gado(pelo ato de puxar a cola e derrubar)e SÃO VETERINÁRIOS que dizem isso não meros ativistas mas pessoas que trabalham com gado que estudaram (não é atoa que uma das faculdades de veterinária mais barata custa mais de 1500)
    as coisas que estão falando aqui no blog só acontecem na teoria(e em grandes rodeios/provas) a realidade é outra
    um comentário daqui diz sangue zero(isso é regra do freio provas da abccc não entra em rodeios que não sejam da abccc), dois veterinários? oi? rodeios sem grande influenciaria malema tem 1 para exames, limite de corridas por boi sombra água mais uma vez a maioria dos rodeios não possui sombra e usam o mesmo gado durante todo o fim de semana (ao menos boa parte se limita a um dia mas ainda é muito), todos os rodeios em que fui apenas no horário do almoço é parado as laçadas
    temos que abrir os olhos pois muita coisa esta apenas no papel ou em provas/rodeios de grande importância, não adianta querer que tudo fique como esta quando se percebe que tem muita coisa errada

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